Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A OGN PINGO D'ÁGUA PRECISA DE PARCEIROS ECOLOGISTAS E PROJETISTAS


A OGN PINGO D'ÁGUA PRECISA DE PARCEIROS ECOLOGISTAS E PROJETISTAS


A ONG Pingo D'água precisa de parceiros ecologistas e projetista para desenvolver ações com empresas.

Itamar, presidente da ONG, aguarda com urgência
Contato: (85) 9-86512217

Site da ONG Pingo D'água: 

Reportagem com a ONG Pingo D'água de Pacoti, entrevista a TV Verdes Mares:


Ateu Poeta
30/11/2015

sábado, 28 de novembro de 2015

JAPONÊS É EXPULSO DA PF SUSPEITO DE VENDER INFORMAÇÕES DA LAVA JATO


JAPONÊS É EXPULSO DA PF SUSPEITO DE VENDER INFORMAÇÕES DA LAVA JATO


Quem é o "japonês bonzinho" da Lava Jato?

Da CartaCapital

O áudio que levou para a prisão o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o banqueiro André Esteves pode ajudar a elucidar parte dos vazamentos acerca da Operação Lava Jato. Em um trecho da conversa, Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, afirmam que um agente da Polícia Federal vende informações sigilosas.

O diálogo ocorre após Delcídio relatar aos interlocutores ter visto, com André Esteves, uma cópia da minuta da delação premiada negociada por Cerveró com os procuradores. O senador petista discute o teor do material, lamenta o vazamento e diz não saber quem vazou. Ele, então, ouve de Edson Ribeiro: "É o japonês. Se for alguém é o japonês". Diogo Ribeiro, chefe de gabinete de Delcídio, que também estava na conversa, complementa. "É o japonês bonzinho".

Delcídio pergunta quem seria o "japonês bonzinho" e o advogado de Cerveró diz: "É. Ele vende as informações para as revistas". Na sequência, o senador petista diz que a figura em questão é "o cara da carceragem, ele que controla a carceragem", informação confirmada pelo filho de Cerveró.

Mais tarde, o grupo volta a falar dos vazamentos. Edson Ribeiro levanta suspeitas sobre Sergio Riera, advogado de Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema da Lava Jato, Alberto Yousseff, doleiro que assinou acordo de delação premiada e sobre o "japonês", nas palavras de Bernardo Cerveró. A degravação feita pela PF traz o nome "Milton", mas no áudio é possível ouvir que Edson Ribeiro fala em "Nilton".

Em julho, o blog Expresso, da revista Época, destacou a presença do agente da Polícia Federal Newton Ishii em diversas das prisões de detidos da Lava Jato na superintendência da PF em Curitiba. Ishii é chefe do Núcleo de Operações da PF em Curitiba e tem um passado conturbado.

Funcionário da corporação desde 1976, Ishii foi expulso da PF em 2003, acusado de corrupção e de integrar uma quadrilha de contrabandistas. Desde então, o agente já foi reintegrado, com "confiança da direção da PF", segundo a publicação, mas ainda seguiria respondendo processos criminais, civis e uma sindicância.

No pedido de prisão de André Esteves e Delcídio do Amaral, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifesta preocupação com o fato de o banqueiro ter tido acesso à delação de Cerveró. "Essa informação revela a existência de perigoso canal de vazamento, cuja amplitude não se conhece", diz o PGR. "Constitui genuíno mistério que um documento que estava guardado em ambiente prisional em Curitiba/PR, com incidência de sigilo, tenha chegado às mãos de um banqueiro privado em São Paulo/SP".

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a Polícia Federal vai investigar o vazamento da delação de Cerveró. Segundo a publicação, o ex-diretor da Petrobras informou à cúpula da PF que só ele, seus advogados, familiares e procuradores tiveram acesso. Ainda conforme o jornal, Ishii disse a colegas que seu nome estava sendo usado como "cortina de fumaça" para manchar a Operação Lava Jato.

RUSSOMANNO É CONDENADO A 2 ANOS DE PRISÃO POR PECULATO

RUSSOMANNO É CONDENADO A 2 ANOS DE PRISÃO POR PECULATO

Justiça Federal condena Celso Russomanno por peculato

REYNALDO TUROLLO JR.
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO 

O deputado federal e apresentador de TV Celso Russomanno (PRB-SP) foi condenado a dois anos e dois meses de prisão –convertidos em penas alternativas– por ter nomeado como funcionária de seu gabinete, entre 1997 e 2001, a gerente de sua produtora de vídeo, a Night and Day Promoções.

Segundo a Justiça Federal, Sandra de Jesus recebia salário como assessora pela Câmara dos Deputados, mas trabalhava de fato na empresa de Russomanno.

O caso é semelhante a um novo episódio noticiado pela Folha nesta semana. No atual mandato, o deputado federal nomeou como funcionários de seu gabinete cinco pessoas que atuam em sua ONG em São Paulo, o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor).

Uma diferença, porém, é que a ONG, estatutariamente, não tem fins lucrativos, mas também é uma entidade particular.

O deputado foi condenado por peculato (apropriação de bem público), em fevereiro de 2014, pela Justiça Federal no Distrito Federal. Russomanno recorreu e o caso seguiu para o STF (Supremo Tribunal Federal), devido ao foro privilegiado do parlamentar.

No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o deputado seja ouvido no âmbito do recurso. A sentença foi divulgada neste sábado (28) pela revista "Veja".

No processo, Russomanno negou ilegalidade, e disse que a funcionária atendia consumidores em seu gabinete político em São Paulo –que funcionava no mesmo endereço de sua produtora– e cuidava da emissão de passagens aéreas.

Porém, várias testemunhas e documentos comprovaram que Sandra de Jesus, depois de nomeada para o gabinete do deputado, continuou a ser gerente da empresa. Ela assinava, por exemplo, as carteiras de trabalho de funcionários da produtora.

Além disso, segundo o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, ainda que Sandra atendesse a consumidores com queixas, essa atividade tinha de ser vista com ressalva.

"Mesmo a atividade de atendimento ao consumidor, conquanto tenha alto grau social e de benefício à população, não pode ser reputada atividade parlamentar típica e exclusiva. Trata-se de um misto de atividade parlamentar, jornalística e empresarial", afirma a sentença.

"[Russomanno] Ao mesmo tempo aufere vantagem de alguma maneira com o programa, porque colhe das pessoas atendidas gratuitamente o material humano e a matéria para a audiência na TV."

O magistrado conclui: "[...] Valendo-se da qualidade de deputado federal, o réu concorreu para que fosse desviado dinheiro público em proveito de Sandra de Jesus e indiretamente dele próprio, já que a União passou a remunerar pessoa cujo encargo seria da empresa."

Após a acusação, destaca a sentença, o deputado devolveu cerca de R$ 700 mil de verba de gabinete de seus mandatos entre 2001 e 2009, o que, para o juiz, minimizou a acusação contra ele. A pena de prisão foi convertida em 790 horas de trabalho comunitário e pagamento de 25 cestas básicas

Fonte:

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

ARNON AFONSO DE FARIAS MELO, PAI DE COLLOR, FOI O PRIMEIRO SENADOR REALMENTE A SER PRESO EM EXERCÍCIO NO BRASIL POR ASSASSINAR OUTRO SENADOR, MAS FOI ABSOLVIDO

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/11/arnon-afonso-de-farias-melo-pai-de.html
ARNON AFONSO DE FARIAS MELO, PAI DE COLLOR,  FOI O PRIMEIRO SENADOR REALMENTE A SER PRESO EM EXERCÍCIO NO BRASIL POR ASSASSINAR OUTRO SENADOR, MAS FOI ABSOLVIDO

Arnon Afonso de Farias Melo

Assassinato no Congresso

Em 4 de dezembro de 1963 disparou três tiros contra o senador Silvestre Péricles, seu inimigo político, dentro do Senado Federal.[2] O senador Péricles estava na tribuna, a cinco metros de distância, e não foi atingido; Arnon de Melo acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, que morreu em seu último dia de trabalho. Apesar do assassinato, e ainda que tenha sido dentro do Senado Federal, na presença de inúmeras autoridades, Arnon de Melo não teve seu mandato cassado nem qualquer punição imposta pela Mesa.

Logo após o tiroteio ambos Senadores foram presos em flagrante, porém, mesmo com o homicídio e as testemunhas, ficaram presos pouco tempo e foram inocentados pelo Tribunal do Júri de Brasília.

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Arnon Afonso de Farias Melo (Rio Largo, 19 de setembro de 1911 — Maceió, 29 de setembro de 1983) foi um jornalista, advogado, político e empresário brasileiro , pai de Fernando Collor de Mello, ex-presidente do Brasil, e de Pedro Collor de Mello.

Filho do senhor de engenho Manuel Afonso de Melo e de Lúcia de Farias Melo.1 Estudou em Maceió até mudar-se para o Rio de Janeiro em 1930 onde trabalhou como jornalista em A Vanguarda, jornal fechado pela Revolução de 1930. Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1933, trabalhou no Diário de Notícias e nos Diários Associados antes da graduação e após esta trabalhou na Associação Comercial do Rio de Janeiro e também no Diário Carioca e em O Jornal. Em 1936 assumiu a direção da Gazeta de Alagoas e foi membro do conselho diretor da Associação Brasileira de Imprensa.

Em 4 de dezembro de 1963 disparou três tiros contra o senador Silvestre Péricles, seu inimigo político, dentro do Senado Federal. O senador Péricles estava na tribuna, a cinco metros de distância, e não foi atingido; Arnon de Melo acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, que morreu em seu último dia de trabalho. Apesar do assassinato, e ainda que tenha sido dentro do Senado Federal, na presença de inúmeras autoridades, Arnon de Melo não teve seu mandato cassado nem qualquer punição imposta pela Mesa.


O pai de Fernando Collor em 4 de dezembro de 1963 protagonizou episódio tragicamente escandaloso, quando disparou três tiros contra o senador Silvestre Péricles, seu inimigo político, dentro do Senado Federal. O senador Péricles estava na tribuna, a cinco metros de distância, e não foi atingido; Arnon de Mello acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, que morreu em seu último dia de trabalho. Apesar do assassinato, e ainda que tenha sido dentro do Senado Federal, na presença flagrante de inúmeras autoridades, Arnon de Mello não teve seu mandato cassado nem qualquer punição imposta pela Mesa, devido à imunidade parlamentar.

Faleceu na condição de senador, em 1983.

Kairala
Câmara
ASSASSINO
ASSASSINO e família
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Pai de Collor, Arnon de Mello, matou a tiros, no Senado, José Kairalla

No dia 4 de dezembro de 1963, o então senador Arnon de Mello (PDC-AL), pai do futuro presidente Fernando Collor de Mello, disparou contra o seu inimigo político, o senador Silvestre Péricles (PTB-AL), dentro da Câmara. O projétil atingiu outro senador, José Kairala (PSD-AC), que morreu horas depois no hospital. Era o último dia de trabalho de Kairala. Arnon não sofreu nenhuma punição pelo assassinato.

Arnon nasceu em 19 de setembro de 1911, em Alagoas. Arnon estudou em Maceió até os 19 anos de idade, quando mudou-se para o Rio de Janeiro e se tornou jornalista do jornal A Vanguarda, fechado em 1930. Formou-se em direito pela UFRJ no ano de 1933. Seguiu exercendo a profissão de jornalista, trabalhando no Diário de Notícias, Diário Carioca e em O Jornal.

Ao fim do Estado Novo, em 1945, iniciou sua carreira política. Entrou para o UDN e foi eleito suplente de deputado federal naquele ano. Pelo mesmo partido, foi eleito Governador de Alagoas em 1950, onde cumpriu o mandato de cinco anos. Em 1962 foi eleito senador por Alagoas.

No ano seguinte, teve rixa política com o senador Silvestre Péricles, que prometeu matá-lo. Foi armado para o plenário da câmara e, após provocar Péricles, reagiu a tentativa de agressão do deputado disparando sua arma contra ele. O adversário conseguiu se abaixar e outro senador, José Kairala, foi atingido e faleceu horas depois no hospital.

Foi reeleito em 1970 por votação direta. Faleceu em 1983, filiado ao PDS e cumprindo mandato de senador de Alagoas.
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É possível que muitos jovens não saibam, mas o plenário do Congresso Nacional já foi palco de um assassinato, em 1963. Tanto vítima como assassino eram senadores da República. Na época, a Carta Magna também previa que os parlamentares decidissem entre a manutenção e o relaxamento da prisão

Registros do assassinato no Congresso em 1963 (Arquivo/Pragmatismo Político)

O caso, que ocorreu em dezembro de 1963, causou a morte do senador José Kairala, após ser baleado no abdome. O tiro foi disparado pelo também senador Arnon de Mello (pai de Fernando Collor de Mello), que queria matar o colega de bancada Silvestre Péricles

A prisão do parlamentar Delcídio do Amaral (PT) não foi o primeiro caso de um senador a ser preso em pleno exercício do mandato.

Na década de 1960, o fogo cruzado, literalmente, entre os parlamentares causou a primeira prisão de um senador da república, mais especificamente de dois congressistas.

A fatalidade, que ocorreu durante uma sessão no Senado Federal em dezembro de 1963, foi o final de uma longa disputa política e pessoal entre dois dos principais membros daquela Legislatura.

Se os responsáveis pela briga não se feriram, um inocente acabou sendo morto dentro do Plenário do Congresso. A antiga rixa envolvia os senadores Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello) e Silvestre Péricles, ambos representantes do estado de Alagoas.

A confusão generalizada começou muito antes do assassinato do inocente senador José Kairala, do Acre, que acabou baleado durante a tentativa de evitar um tiroteio entre ambos, dentro do Congresso.

A rixa entre Péricles e Arnon existia desde a época em que eram lideranças regionais de Alagoas e se estendeu por anos, mas o auge da disputa foi quando o senador Péricles ameaçou durante um discurso matar seu rival. Desde então, o pai do atual senador Collor passou a usar uma ‘Smith Wesson 38’ em sua cintura. O enredo para a tragédia estava escrito.

No dia 4 de dezembro de 1963, o pai de Collor era o primeiro orador inscrito e abriu os trabalhos mostrando a que veio. Com a tradicional pompa parlamentar, anunciou: “Senhor presidente, com a permissão de Vossa Excelência, falarei de frente para o senador Silvestre Péricles de Góes Monteiro, que me ameaçou de morte”.

A frase foi suficiente para levar Péricles, que conversava com um colega no fundo do plenário, a apressar-se em direção à tribuna. De dedo em riste, gritou: “Crápula!”.

Numa cena ao melhor estilo filme de velho-oeste, ambos os parlamentares sacaram seus revolveres e o tiroteio começou.

Na tentativa de evitar uma tragédia, os senadores Kairala e João Agripino (tio do atual senador José Agripino, do DEM) se engalfinharam no chão com Péricles para lhe tirar a arma das mãos. Neste momento, Arnon disparou duas vezes contra o rival e acabou atingindo acidentalmente em Kairala. Baleado no abdome, o parlamentar foi levado em estado grave ao Hospital Distrital de Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu depois de quatro horas.

Após a tragédia, os senadores responsáveis pelo tiroteio foram presos em flagrante e assim como na atual Constituição, a Carta Magna da época também previa que a prisão de parlamentares fosse submetida ao voto de seus pares para ser aprovada ou não. Sob pressão popular, o Senado aprovou por 44 votos a favor e 4 contra a prisão em flagrante de Silvestre Péricles e Arnon de Mello.

Após um curto período de tempo no cárcere, ambos ganharam a liberdade. Cinco meses após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e inocentou os dois parlamentares. Numa curiosa matéria divulgada naquela época pela imprensa do Distrito Federal foi citado que durante o período em que Silvestre Péricles esteve preso, ele não se separava de “seu 38, cano longo de cabo madrepérola”, causando constrangimento aos guardas que faziam a segurança do presídio.

O GLOBO

Amigo e sócio de Roberto Marinho, Arnon seria retratado como vítima no jornal do dia seguinte. Discorre o editorial, na primeira página:

“A democracia, apesar de ser o melhor dos regimes políticos, dá margem, quando o eleitorado se deixa enganar ou não é bastante esclarecido, a que o povo de um só estado – como é o caso – coloque na mesma casa legislativa um primário violento, como o Sr. Silvestre Péricles, e um intelectual, como o Sr. Arnon de Mello, reunindo-os no mesmo triste episódio, embora sejam eles tão diferentes pelo temperamento, pela cultura e pela educação”.

Arnon de Mello foi reeleito em 1970 por votação direta. Faleceu em 1983 cumprindo mandato de senador de Alagoas.
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Senador e pai de Collor foi primeiro preso

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), não é o primeiro membro do Senado Federal a ser preso. Segundo pesquisa do UOL, em 1963, o então senador, Arnon de Mello, pai do senador Fernando Collor de Mello, acabou assassinando um colega de bancada, senador José Kairala. Arnon de Mello queria matar o também colega de bancada, Silvestre Péricles e a bala disparada por seu revólver acabou atingindo Kairala. Foi preso em pleno exercício do mandato.

PEDRO RIBEIRO

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.

Fonte:








quinta-feira, 26 de novembro de 2015

HACKERS INVADEM SITE DO ESTADO ISLÂMICO E PÕEM ANÚNCIO DE VIAGRA

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/11/hackers-invadem-site-do-estado-islamico.html

HACKERS INVADEM SITE DO ESTADO ISLÂMICO E PÕEM ANÚNCIO DE VIAGRA


Um coletivo de hackers conhecido como Ghost Security Group (GSC) anunciou esta semana ter derrubado um site de propaganda do Estado Islâmico na deep web - parte da internet que não pode ser localizada por motores de busca como o Google. No lugar da página, os ativistas incluíram um anúncio interativo de medicamentos, incluindo o estimulante sexual Viagra.

A página pode ser acessada por meio de browsers específicos para a navegação na deep web, como o Tor. A mensagem deixada pelos hackers diz "Aqui tem muito ISIS", em referência à sigla em inglês do grupo terrorista. "Fique calmo. Muita gente está interessada nessas coisas de Estado Islâmico". Confira como era a página antes do ataque:


O texto pede ainda que o visitante "aprecie este amável anúncio enquanto nós melhoramos nossa infraestrutura para darmos a você o conteúdo de Estado Islâmico que você busca tão desesperadamente". Logo abaixo, um banner gera imagens aleatoriamente de diversos medicamentos, incluindo Viagra e o anti-depressivo Prozac, entre outros.

SENADOR DELCÍDIO AMARAL, DO PT, É PRESO EM EXERCÍCIO DO MANDATO

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/11/senador-delcidio-amaral-do-pt-e-preso.html
SENADOR DELCÍDIO AMARAL, DO PT, É PRESO EM EXERCÍCIO DO MANDATO


Líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral é preso pela Polícia Federal

Segundo investigadores, senador do PT estaria atrapalhando a Lava Jato. 
Também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

Camila Bomfim
D TV Globo, em Brasília


Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (25) o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado. Segundo investigadores, o senador foi preso por estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato.
Também foram presos pela PF nesta manhã o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual e o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem informou que o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, havia sido preso. Segundo informações da Polícia Federal, há um mandado de prisão expedido que não foi cumprido porque ele está nos Estados Unidos. Como não pode ser preso lá, a PF pediu a inclusão do nome do advogado no chamado "alerta vermelho" da Interpol. A inclusão depende de autorização do STF. A informação foi corrigida às 10h09)
A prisão de Esteves está ligada a inquéritos no âmbito da Lava Jato que tramitam no STF. Em nota, o BTG Pactual informou que "está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações.”
As prisões foram um pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizadas peloSupremo Tribunal Federal (STF) – leia aqui a íntegra da decisão do ministro Teori Zavascki.
As prisões de Delcídio e de Ribeiro são preventivas, que é quando não há data determinada para terminar. As demais são temporárias, com data de término.
Pedido de prisão
Delcídio foi preso por tentar dificultar a delação premiada de Cerveró sobre uma suposta participação do senador em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo investigadores, Delcídio chegou até a oferecer fuga a Cerveró, para que o ex-diretor não fizesse a delação premiada, o que reforçou para as autoridades a tentativa do petista de obstruir a Justiça.
A prova da tentativa de obstrução é uma gravação feita pelo filho de Cerveró que mostra a tentativa do senador de atrapalhar as investigações e de oferecer fuga para o ex-diretor não fazer a delação.
Após a prisão de Delcídio, o ministro Teori Zavascki, do STF, leu em uma sessão do tribunal as alegações da PGR. No pedido de prisão, a procuradoria afirma que Delcídio chegou a oferecer R$ 50 mil mensais para Cerveró em troca de o ex-diretor não citar o senador na delação premiada.
A assessoria do senador informou que o advogado dele, Maurício Leite, recebeu uma ligação do Delcídio e embarcou de São Paulo para Brasília para acompanhar o caso.
O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), preso nesta terça-feira pela Polícia Federal, em imagem de arquivo (Foto: Pedro França/Agência Senado)O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), preso nesta terça-feira pela Polícia Federal, em imagem de arquivo (Foto: Pedro França/Agência Senado)
No pedido de prisão enviado ao STF, Janot transcreve trechos das conversas de Delcídio do Amaral com o filho de Nestor Cerveró. Em um dos trechos, o senador diz que precisa "centrar fogo no STF", referindo-se a ministros com quem teria conversado para tentar blindar o ex-diretor da Petrobras.
“Eu acho que nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori [Zavascki], conversei com o [Dias] Toffoli, pedi para o Toffoli conversar com o Gilmar [Mendes], o Michel [Temer] conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o [Jorge] Zelada, e eu vou conversar com o Gilmar também”, disse Delcídio.
Após a PGR disponibilizar trechos das conversas de Delcídio que serviram como base para a prisão dele, a assessoria de imprensa do vice-presidente Michel Temer informou que ele “jamais” tratou desse tipo de tema com Delcídio do Amaral.
Além disso, após sessão do STF, o ministro Dias Toffoli declarou que a Corte "não vai aceitar nenhum tipo de intrusão nas investigações que estão em curso" e o ministro Gilmar Mendes negou ter recebido “apelo” para ajudar Cerveró. “Não tive oportunidade de receber qualquer referência em relação a esse fato”, disse.
Sobre o acordo de pagamento mensal à família de Cerveró, o documento enviado por Janot ao STF traz trecho de uma conversa entre Delcídio, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras.
Para Janot, com a conversa, fica "induvidoso que essas pessoas não estão medindo esforços para influir nos itinerários probatórios da Operação Lava Jato".
"Só pra colocar. O que que eu combinei com o Nestor que ele negaria tudo com relação a você [Delcídio] e tudo com relação ao (...). Tudo. Não é isso?", questiona o advogado Edson Ribeiro.
"Tá acertado isso. Então não vai ter. Não tendo delação, ficaria acertado isso. Não tendo delação. Tá? E se houvesse delação, ele também excluiria", complementa.
"É isso", confirma o senador. “E aí a gente encaminha as coisas conforme o combinado. Vê como é que vai ser a operação de que jeito contratualmente, aquilo tudo que eu conversei com você”, diz.
Ao final da conversa, Delcídio se refere ao filho de Cerveró e afirma: Bernardo, esse é o compromisso que foi assumido, né? E nós vamos honrar”.
Fuga
Em outro trecho da conversa entre Delcídio e o filho de Cerveró, o petista afirma que o “foco” deve ser tirar o ex-diretor da Petrobras da prisão. “Agora a hora que ele sair tem que ir embora mesmo”, sugere o senador.
Logo depois, o filho de Cerveró diz ao petista que estava pensando em uma rota de fuga pela Venezuela e que o “melhor jeito” seria fugir em um barco. Pouco depois, Delcídio sugere, então, que a melhor rota de fuga seria pelo Paraguai.
“Tem que pegar um Falcon 50 [modelo de avião], alguma coisa assim. Aí vai direto, vai embora. Desce na Espanha”, afirma Delcídio. “Falcon 50, o cara sai daqui e vai direto até lá”, complementa.
Prisão
O senador foi preso no hotel onde mora em Brasília, o mesmo em que estava hospedado o pecuarista e empesário José Carlos Bumlai quando foi preso nesta terça-feira (24). Depois ele foi levado para a superintendência da PF em Brasília. Ele começou a prestar depoimento logo depois de chegar ao local. Segundo a PF, Delcidio vai ficar numa cela de 20 m², com banheiro, a mesma em que ficou o ex-governador do DF José Roberto Arruda quando foi preso, em 2010.
Também foram realizadas buscas e apreensões no gabiente de Delcídio, no Congresso(veja vídeo abaixo), e na casa dele, em Campo Grande (MS).
A Constituição diz que membros do Congresso não poderão ser presos, "salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão".
Ainda na manhã desta quarta, uma sessão extraordinária na Segunda Turma do STF deverá analisar os mandados de prisão, informou o ministro Gilmar ao chegar ao tribunal.
Histórico
O líder do governo foi citado na Lava Jato na delação do lobista conhecido como Fernando Baiano. No depoimento, Baiano disse que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria.

Em outubro, Delcídio havia negado o teor da denúncia de Baiano e disse que a citação a seu nome era "lamentável".
 Delcídio  também foi citado em outro contrato da Petrobras, que trata do aluguel de navios-sonda para a estatal. Segundo Baiano, houve um acordo entre Delcídio, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro Silas Rondeau, também filiado ao PMDB, para dividir entre si suborno de US$ 6 milhões.
O líder do governo havia classificado a denúncia de uma "coisa curiosa" que não tem lógica.
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Como ficam governo, PT e Eduardo Cunha após a prisão do senador Delcídio?

Wellington Ramalhoso
Do UOL, em São Paulo


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  • Pedro Ladeira/Folhapress
    Para analistas políticos, prisão de Delcídio complica as situações de Cunha e Dilma
    Para analistas políticos, prisão de Delcídio complica as situações de Cunha e Dilma
prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, complica a vida da presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores e pode agravar a situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Analistas políticos ouvidos pelo UOL comentaram os riscos que ameaçam os possíveis afetados.
Para Roberto Romano, professor de ética e política da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a prisão do senador colocou a operação Lava Jato dentro do Palácio do Planalto. "Foi um golpe dos mais duros que o Planalto já recebeu nesse processo. A presidente terá de dar explicações mais sérias e ponderadas do que fez até agora".
Na opinião de David Fleischer, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, e de Rui Tavares Maluf, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, cresce a chance de um processo de impeachment avançar no Congresso.
Delcídio Amaral foi preso acusado de tentar atrapalhar as investigações da operação Lava Jato. Em gravação obtida pelos investigadores, ele propõe ajuda financeira e um plano de fuga do país ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que este não fechasse um acordo de delação premiada. O acordo, no entanto, foi fechado.

"Elo procurado"

Nestor Cerveró esteve envolvido na compra, em 2006, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que deu um prejuízo de US$ 792 milhões à estatal, e é réu por corrupção na petrolífera. Na ocasião do negócio, Dilma era ministra de Minas e Energia e presidia o Conselho Administrativo da empresa.
Para Fleischer, a compra da refinaria de Pasadena passará a ser o foco da operação Lava Jato, e a delação de Cerveró poderá trazer elementos que relacionem Dilma a malfeitos. "Estão procurando um fato novo contundente para servir de crime de responsabilidade [para aprovar o impeachment de Dilma]. Pasadena pode ser o elo procurado", afirma o professor, um dos autores do livro "De Facção a Partido: A Fundação e Evolução do PSDB, 1987-1998", editado pelo Instituto Teotônio Vilela, vinculado ao PSDB. "Fica difícil enxergar o futuro desse governo", diz Tavares Maluf.
O cientista político Cláudio Couto, professor de gestão pública da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas de São Paulo), discorda dos colegas. Para ele, as prisões recentes são relevantes, chamam a atenção e servem de munição contra o governo, mas não devem agravar a situação do administração Dilma Rousseff. "O que é mais uma flecha para São Sebastião? Para um governo já tão fragilizado, não é essa flecha que vai complicar mais. É um desgaste a mais. Enquanto não se apresenta uma prova categórica não muda a situação da presidente da República".

"Prego no caixão" de partidos

Tavares Maluf e Fleischer também entendem que há um cerco se fechando em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta semana, a Lava Jato levou à prisão o empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula. "Acredito que contra ele a situação está ficando mais complicada. Pode escapar de processo e de prisão, mas as consequências políticas [para ele] são duras", avalia o docente da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
"[A prisão de Delcídio] vai baquear mais o PT, que alega que estão tentando destrui-lo. O PT está esperneando e pode perder muito feio nas eleições municipais de 2016 e nas eleições de 2018", declara Fleischer.
"É mais um prego no caixão do PT. Há uma reação, sobretudo da juventude petista, de romper com alianças que garantiram a governabilidade de Lula e Dilma. Essa reação é tardia e equivocada. Estão esquecendo dos que operam dentro do PT", diz Romano. Na opinião do professor da Unicamp, o descrédito em relação ao PT também vale para outras legendas, como o PSDB, o que revela a "falência do sistema partidário".

Eduardo Cunha

Os quatro analistas afirmam que as prisões de Delcídio e de André Esteves, dono do banco BTG Pactual, mostram que a operação Lava Jato poderá voltar a ser dura com políticos e empresários.
Um provável futuro alvo seria o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, outro investigado na Lava Jato e acusado de manter dinheiro em contas no exterior. "Isso pode ser um outro passo que o STF (Supremo Tribunal Federal) pode dar: suspender Cunha da presidência da Câmara", diz Fleischer.
Para Roberto Romano, o foro privilegiado é a grande sustentação da impunidade de políticos. Ainda de acordo com o professor da Unicamp, a prisão de Delcídio mostra que exceções podem acontecer, o que prejudica a situação de Cunha.
Claudio Couto não acredita, porém, que o STF tomará alguma medida contra o presidente da Câmara em breve. "Duvido que aconteça. Seria intervir em outro poder. Não consigo imaginar o Supremo fazendo isso a não ser que Cunha seja flagrado no cometimento de um crime. Precisaria ficar claro que está obstruindo investigação, coagindo pessoas".



Delcídio do Amaral - 3 vídeos




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Entenda a prisão do senador Delcídio do Amaral em 11 perguntas e respostas


Nesta quarta (25), o Supremo Tribunal Federalmandou prender o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
A Corte ordenou ainda a prisão temporária de André Esteves, principal sócio do banco BTG, com validade de cinco dias. A prisão de Delcídio é preventiva, sem data para ser relaxada.
Relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki afirmou que o petista ofereceu mesada de R$ 50 mil para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada. Além disso, Esteves garantiria outros R$ 4 milhões.
O esquema, que envolveria a fuga de Cerveró para a Espanha, via Paraguai, foi revelado a partir de uma gravação feita às escondidas por Bernardo, filho do ex-diretor. A gravação revela diálogos com a participação de Delcídio e do advogado Edson Ribeiro, que também teve a prisão decretada.
Confira abaixo perguntas e respostas sobre a prisão de Delcídio.
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1. Delcídio manterá o mandato de senador mesmo na cadeia ou um suplente assume de imediato?

A princípio, ele manterá o mandato

2. Quem é o suplente de Delcídio?

O empresário Pedro Chaves dos Santos Filho (PSC-MS)

3. Delcídio perderá o mandato eventualmente?

Pode perder, mas esse é outro processo que precisará ser aberto. Para que o mandato de Delcídio seja cassado, algum partido precisa entrar com representação contra ele por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado

4. Quanto tempo o senador pode ser mantido preso sem que haja uma condenação?

Trata-se de prisão preventiva e, por isso, não há prazo. Delcídio pode permanecer preso indefinidamente

5. Quem autorizou a prisão de Delcídio?

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, relator dos processos relativos à Operação Lava Jato, autorizou a prisão. Depois, a Segunda Turma do Supremo manteve a decisão por unanimidade. Votaram os ministros Cármen Lúcia, Celso de Mello, Dias Toffoli e Gilmar Mendes

6. Um senador pode ser preso em exercício do mandato?

Sim, desde que haja flagrante de crime inafiançável

7. Por que o caso de Delcídio é flagrante?

Para a Procuradoria-Geral da República, o senador integrava uma organização criminosa. Fazer parte da organização, seria, na visão do Ministério Público, um crime permanente, que está se desdobrando em todo o momento. Tem-se, assim, estado de flagrância. Além disso, Delcídio mantinha em andamento um plano para atrapalhar as investigações

8. Trata-se de crime inafiançável?

Sim, já que não pode haver fiança em situações que autorizam a prisão preventiva

9. Que provas foram apresentadas contra Delcídio?

Foi apresentada uma gravação do senador revelando planos para travar as investigações contra ele

10. O que foi gravado?

Delcídio manifesta intenção de fazer com que o delator Nestor Cerveró, que está preso, fuja para a Espanha. Oferece uma mesada de R$ 50 mil para que ele não faça delação. O senador também fala sobre articulações com ministros do STF para tentar soltar Cerveró (ouça aqui os principais trechos).

11. Por que Delcídio não queria que Nestor Cerveró fizesse delação?


O senador era acusado de corrupção por Cerveró, que é ex-diretor da Petrobras. Ele teria recebido propina na compra de sondas da Petrobras e da refinaria de Pasadena 

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Prisão de Delcídio abre precedente que pode se repetir com Cunha, dizem analistas

  • 25 novembro 2015


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Image captionSenador foi primeiro senador preso em exercício do mandato

A prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, na manhã desta quarta-feira, tem potencial para causar grandes estragos tanto no governo Dilma Rousseff como no Congresso Nacional, avaliam cientistas políticos.
Para analistas ouvidos pela BBC Brasil, a detenção inédita de um senador em exercício do seu mandato coloca pressão sobre os demais congressistas, principalmente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
Delcídio foi preso por tentar atrapalhar investigações da operação Lava Jato. No caso de Cunha, desde julho cogita-se que a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderia solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) seu afastamento da presidência da Câmara por supostas tentativas de usar seu cargo para dificultar apurações contra ele.

Parlamentares de oposição também cogitam fazer esse pedido ao STF depois de Cunha ter agido na semana passada para suspender uma sessão do Conselho de Ética que analisaria a possibilidade de abertura de um processo de cassação contra ele – a decisão ficou para a próxima terça.
Na ocasião, Cunha afirmou que não houve "qualquer tipo de manobra" em relação à sessão do conselho.
Algumas dezenas de parlamentares são alvo da Lava Jato – a PGR não soube informar exatamente quantos.

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Image captionPara analistas, pressão sobre Cunha aumenta

"Cria um precedente que leva intranquilidade a todos os congressistas supostamente envolvidos nessas denúncias recentes, com destaque para a Cunha", afirma o professor da UnB David Fleischer, avaliando que a ação do presidente da Câmara pode ser enxergada como manipulação para evitar a própria cassação.
"A partir daí, por exemplo, o próprio presidente da Câmara poderia ser preso também se fosse configurado o fato de ele estar obstruindo investigação", acredita também Antônio Lavareda, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Baque para governo
Por outro lado, a prisão de Delcídio representa um baque para o Planalto, não só porque traz mais holofotes sobre denúncias de corrupção envolvendo o PT, mas também por atingir o principal articulador político do governo hoje no Congresso.
Antes de se filiar ao PT, Delcídio assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre 2000 e 2001. Depois, aceitou convite para assumir o cargo de Secretário de Estado de Infraestrutura e Habitação no governo de Zeca do PT, em 2001. Em seguida, foi eleito em 2002 senador pelo PT.

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Image captionDiversos congressistas são investigados pela operação Lava Jato

“É mais uma coisa bastante negativa para o governo Dilma, porque ele era líder do governo no Senado. Mas não só por isso, com certeza não há ninguém no PT com tanto trânsito na oposição - sobretudo no PSDB - quanto o senador Delcídio, que é considerado por todos uma figura afável, equilibrada. Com certeza, inclusive, a oposição não está comemorando essa prisão", disse Lavareda.
“Ele era tido como o senador cabeça fria, ponderado, que conseguia conversar com a oposição. Não era um radical como o Sibá (Machado, líder do governo na Câmara), que não consegue conversar com ninguém. É um baque para o governo, realmente", diz Fleischer.

Detalhes da prisão

A prisão de Delcídio foi autorizada pelo STF – como ele tem foro privilegiado, a PGR só poderia detê-lo com autorização da corte.
Delcídio é suspeito de envolvimento em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Ainda não foram divulgados oficialmente detalhes sobre o que motivou sua prisão, mas, de acordo com a imprensa brasileira, o líder do governo foi detido porque teria tentado dificultar a delação premiada do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, Delcídio teria sugerido a Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, uma fuga de avião para Madri via Paraguai. Como Cerveró tem cidadania espanhola, acrescenta a colunista, teria facilidade de entrar e se instalar no país.
Também foi emitido um mandado contra o advogado Edson Ribeiro, que atuou para o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Ribeiro teria participado da reunião entre Delcídio e Bernardo. Já o banqueiro Andre Esteves – também detido nesta manhã–, do BTG/Pactual, seria o avalista da operação, informa Bergamo.
A prova da tentativa de obstrução da investigação seria uma gravação feita pelo filho de Cerveró do encontro em que foi exposto o plano de fuga, na tentativa de impedir que o ex-diretor da estatal fizesse acordo de delação.
Outro delator do esquema, o lobista conhecido como Fernando Baiano, disse em depoimento em outubro que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria.
Delcídio afirmou, na ocasião, que a citação do seu nome era "lamentável" e negou o recebimento de propina.
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