Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

sábado, 30 de maio de 2015

DEPUTADOS ASSISTEM PORNÔ NO PLENÁRIO

DEPUTADOS ASSISTEM PORNÔ NO PLENÁRIO


Deputados são flagrados assistindo pornografia durante votação da reforma política

Reprodução

O SBT Brasília, por meio sua página no Facebook, denuncia que um grupo de deputados assistia vídeos com conteúdo pornográfico durante a votação da reforma política, que ocorreu na última quarta-feira (27). De acordo com a Folha de S.Paulo, João Rodrigues (PSD-SC) é o responsável pelo vídeo.

"Nesses grupos de WhatsApp que eu tenho, todo mundo tem, tem muitos amigos que mandam muita sacanagem", afirmou o deputado à Folha.

Em determinado momento é possível ver um grupo com mais de quatro deputados assistindo aos vídeos.

Chama a atenção também que na mesa do parlamentar que mostra o vídeo para os colegas está um convite para uma missa a ser realizada na CNBB pela Frente Parlamentar Católica. 

Nas imagens, é possível ver que o convite para a missa é assinado pelo deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL), que não é nenhum dos parlamentares ávidos para ver o vídeo.

Basicamente, o que você tem de saber é que na sessão onde os vivaldinos aí estão vendo vídeo de sacanagem, estava sendo decidido como o Brasil vai eleger seus políticos nas próximas décadas. 

Vale dizer que o nosso Congresso já vetou o voto distrital misto - que permite que o eleitor fique muito mais próximo do seu parlamentar, inclusive na hora de fiscalizá-lo.

A Reforma Política é tranquilamente o mais importante conjunto de votações de 2015 e provavelmente o mais relevante do segundo mandato de Dilma Roussef. Mas, como é possível ver nas imagens, os parlamentares têm preocupações mais 'mundanas'.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

BANDE É CONDENADA APÓS DATENA OFENDER ATEUS

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/05/bande-e-condenada-apos-datena-ofender.html




BANDE É CONDENADA 

APÓS DATENA OFENDER ATEUS

 





A notícia parece antiga, mas é nova. 

O caso é que já dura 5 anos

Band é condenada após ofensa contra ateus em rede nacional 

Após ofensa a ateus, Band terá de exibir campanha 
sobre liberdade religiosa. A emissora, que opera 
concessão pública e foi condenada por comentários 
de José Luiz Datena, será obrigada a exibir vídeos 
lembrando que o Estado brasileiro não tem religião oficial 

O apresentador José Luiz Datena afirmou que só ateus 
são capazes de cometer crimes (divulgação) 

CartaCapital 
A Bandeirantes, uma das empresas que opera concessões
públicas de televisão no Brasil, assinou neste mês um termo 
de ajustamento de conduta com o Ministério Público 
Federal por meio do qual se compromete a exibir 
72 vezes um vídeo produzido pelo MPF cujo objetivo
 é conscientizar a população sobre a laicidade do 
Estado brasileiro. 

A assinatura do documento decorre de um 
processo aberto pelos procuradores contra 
a emissora após declarações preconceituosas 
do apresentador José Luiz Datena no programa 
Brasil Urgente contra cidadãos ateus. 

O acordo com a Procuradoria Regional dos Direitos
 do Cidadão determina que a Band exiba até o dia
 1º de novembro uma campanha sobre a diversidade
 de crenças no Brasil, incluindo o ateísmo. O vídeo
 de 40 segundos ressalta que o Estado brasileiro 
não possui religião oficial, garantindo a liberdade
 de todos para escolher entre ter ou não ter uma religião. 

O material da campanha (veja abaixo) será veiculado 
72 vezes durante a programação da emissora, nos intervalos d
os programas Brasil Urgente 

e Jornal da Band, de segunda a sábado, entre 16h15 e 
20h20, e do Canal Livre, entre 00h15 e 01h15, 
de domingo para segunda. 

Em uma edição de 2010 do Brasil Urgente, Datena e
o repórter Márcio Campos, em reportagem sobre 
o fuzilamento de um jovem, relacionaram o crime bárbaro 
à “ausência de Deus”. Por cinquenta minutos, Datena 
insistiu na ideia de que só quem não acreditava em Deus 
poderia ser capaz de cometer tais crimes. 
“Porque o sujeito que é ateu, na minha modesta 
opinião, não tem limites, é por isso que a gente 
vê esses crimes aí”, afirmou. 

Além disso, os males do mundo foram atribuídos aos 
descrentes: “É por isso que o mundo está essa porcaria.
 Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os 
caras do mal. Se bem que tem ateu que não é 
do mal, mas, é… o sujeito que não respeita 
limites de Deus, é porque não sei, não respeita
 limite nenhum.” 

Em 2013, o MPF moveu ação contra a Band 
afirmando que, ao exibir as declarações 
preconceituosas contra os ateus, a emissora
descumpriu a Constituição, segundo 
a qual a finalidade educativa e informativa 
e o respeito aos valores éticos e sociais 
da pessoa são princípios norteadores da 
programação das emissoras de televisão. 

A Bandeirantes foi condenada a exibir em 
rede nacional, durante o Brasil Urgente,
 quadros que esclarecessem a população
 sobre a diversidade religiosa e a liberdade
 de consciência e de crença no Brasil,
 com duração idêntica à dos comentários
preconceituosos. Na sentença de 2013,
 o juiz federal Paulo Cezar Neves 
Junior ressaltou que a liberdade de 
expressão, garantida pela Constituição
Federal, não pode se sobrepor a direitos 
como a liberdade de crença e de convicção.
 A Band recorreu, no entanto. 

Abaixo, um trecho dos comentários de Datena 
disponível na internet: 

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no Facebook 

domingo, 24 de maio de 2015

VÍTOR BELFORT NOCAUTEADO NO PRIMEIRO ROUND



Weidman aguenta pressão inicial e nocauteia Belfort no primeiro round
Campeão resiste à blitz imposta pelo brasileiro, mostra coração, leva para baixo e usa ground and pound agressivo para nocautear o Fenômeno ainda no primeiro assalto

Por Combate.comLas Vegas, EUA

Vitor Belfort tentou. Superou o banimento do TRT, preparou-se como nunca para conquistar o terceiro cinturão do UFC de sua carreira e teve a chance de deixar o octógono com uma conquista histórica. Mas do outro lado havia um lutador excepcional. Chris Weidman, duas vezes algoz de Anderson Silva, aumentou sua invencibilidade para 13 lutas ao derrotar o brasileiro por nocaute técnico, aos 2m53s do primeiro round, no co-evento principal do UFC 187. O Fenômeno chegou a assustar os americanos ao colocar o rival contra a grade com uma sequência de socos que, contra muitos outros adversários, seria fulminante. Mas o "All American" mostrou que tem um grande poder de absorção e venceu a batalha da juventude contra a experiência.

Chris Weidman usou seu ground and pound para vencer Vitor Belfort no primeiro round (Foto: Getty Images)

Nas 12 lutas anteriores de Vitor Belfort, apenas Anderson Silva e Jon Jones se mostraram capazes de superá-lo. E Chris Weidman, que bateu Spider duas vezes, deixou claro que não tem um cartel perfeito por acaso. Carrasco de brasileiros, ele chegou ao quinto resultado positivo na carreira contra atletas tupiniquins. 

Weidman mostrou grande superioridade no chão contra Belfort (Foto: Josh Hedges/GettyImages)

- Eu tinha programado na mente que seria uma luta agarrada. Mas quero uma salva de palmas para Vitor Belfort, ele é uma lenda do esporte. Eu sou a última pessoa que gosta de falar mal dos outros, só tinha algo de errado com seus testes. Mas não quero xingar ninguém - afirmou Weidman, após o triunfo.


Weidman não esperou muito tempo para conectar seu primeiro golpe. Assim que Herb Dean ordenou o início, o campeão acertou um chute alto. Pouco depois, ele jogou dois chutes altos no vazio. Mas em começo de luta, é bom não vacilar contra Vitor Belfort. O Fenômeno foi como um trator para cima, encurralou o rival na grade, acertou uma série de socos e deu a impressão de que nocautearia. Mas ninguém é dono de um cinturão do Ultimate a toa. E o "All American" mostrou que tem coração de campeão, absorveu bem os golpes, colocou o rival para baixo e, dali em diante, passeou no solo. Com imensa facilidade, ele passou a guarda, montou e aplicou um ground and pound extremamente agressivo. O árbitro até esperou bastante, mas Vitor já estava entregue. Não havia mais o que fazer. O americano ainda fez sinal de "não" para o brasileiro ainda caído.
http://sportv.globo.com/site/combate/noticia/2015/05/weidman-aguenta-pressao-inicial-e-nocauteia-belfort-no-primeiro-round.html

É FALSO: NÃO EXISTE HOMEM DE 179 ANOS

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/05/e-falso-nao-existe-homem-de-179-anos.html
É FALSO: NÃO EXISTE HOMEM DE 179 ANOS

Esta é apenas mais uma piada viral criada pelo falso jornal Weekly Word News (http://weeklyworldnews.com/); uma espécie de Jornal Sensacionalista, que também é totalmente "isento de verdade".


Ateu Poeta
24/05/2015

http://www.astropt.org/2014/04/08/indiano-de-179-anos-mata-gatinhos-ou-como-enganar-jornalistas-estagiarios/

quarta-feira, 20 de maio de 2015

QUEM MATOU EUSÉBIO KA'APOR?


(Foto: Ruy Sposati)
QUEM MATOU EUSÉBIO KA'APOR?
Por: Ruy Sposati, da Terra Indígena Alto Turiaçu (MA) e Piero Locatelli

(Foto: Phil Clark Hill)

Tomba árvore 
Tomba índio

Os Ka’apor arriscam a vida para expulsar madeireiros de sua terra. 
Em meio ao conflito, líder indígena é assassinado.

Eusébio Ka'apor e seu primo viajavam de moto quando foram abordados por dois homens encapuzados e armados em uma encruzilhada. Os indígenas seguiam o caminho de casa, cruzando os povoados que cercam a Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão. "Tava chovendo muito, quase escuro", relembra P (os nomes dos indígenas foram ocultados). Ao ouvir os gritos dos pistoleiros, ele resolveu acelerar. “Achei que não ia atirar, mas o cara atirou: tá!”, diz, simulando o som do disparo que atravessou o corpo de Eusébio, na garupa, e pegou de raspão nas costas de P. 

A moto percorreu cerca de 80 metros, até que ele caiu. “Tá doendo”, foram algumas das últimas palavras de Eusébio. Ainda vivo, foi carregado até um povoado próximo. P foi então pedir socorro na aldeia Ximborendá. Com M, filho de Eusébio, usaram um caminhão para carregar o corpo, "espirrando sangue", e correram para o hospital no município de Zé Doca. Alguns quilômetros antes de chegar na cidade, o Ka'apor faleceu. 

P é a única testemunha da morte de Eusébio. O crime ocorreu no dia 26 de abril, na zona rural do município de Maranhãozinho, a três quilômetros da entrada da aldeia Ximborendá. Na manhã seguinte, na sede da cidade de Zé Doca, seu filho conta que foi abordado por um proprietário de serraria. "Ele disse que já sabia da morte e veio dizer que tinha outras pessoas pra morrer”, relata M. “E ainda reclamou que não consegue mais madeira lá". 

O madeireiro se referia à terra indígena dos Ka'apor, que sofre constantes invasões para o roubo de árvores. Cansados de esperar pela ajuda do Estado, desde 2013 os índios resolveram colocar a própria vida em risco para expulsar os madeireiros. Eusébio era uma das lideranças deste movimento. 

Essas ações foram batizadas pelos indígenas como ‘missões’. Sempre dentro de sua terra, eles seguem a trilha dos invasores, tomam seus equipamentos, queimam seus veículos e expulsam os madeireiros (que têm que sair a pé). As trilhas por onde as árvores eram retiradas são fechadas. Os pátios, antes usados como base pelas serrarias, passam a ser ocupados por novas aldeias Ka'apor que levam o nome de Kaar Husak Ha - “áreas protegidas". 

Embora a investigação sobre o assassinato ainda esteja em andamento, são muitos os elementos que levam os indígenas a suspeitar dos madeireiros. Além de terem sido abordados por um proprietário de serraria na manhã seguinte ao crime, outros dois Ka'apor sofreram um atentado parecido: uma semana antes do assassinato, no dia 19, dois indígenas foram abordados por homens encapuzados e armados enquanto andavam de moto. Os pistoleiros, tomaram o veículo, espancaram um dos indígenas e ordenaram que corressem para a mata. A poucos quilômetros do local, os agressores dispararam três tiros - um deles, no tanque da moto, que foi deixada na estrada. 

Ex-cacique de Ximborendá, a maior das dezoito aldeias na terra Alto Turiaçu, Eusébio perdera o posto quando os Ka'apor substituíram o cacicado por conselhos gestores. Mas ainda era uma liderança importante. Sua morte assustou os dois mil indígenas que vivem nos 530 mil hectares do território indígena - uma das áreas mais conservadas do Maranhão. 

A sobrevivência dos Ka'apor está diretamente relacionada à floresta. "Nós não dependemos da cidade, nós dependemos da mata. Por isso o nome é Ka'apor: 'nós somos da mata'. E a mata também depende da gente", diz J, outro indígena que falou sob anonimato. Ainda triste pela morte de Eusébio, ele aponta uma castanheira e explica por que as missões não podem parar: "esta árvore já estava aqui antes de eu nascer e antes do meu pai nascer. Por isso que lutamos. Nós podemos morrer, mas nossos filhos sempre vão ter a floresta".

Quem matou Eusébio?

A investigação foi prejudicada pelo fato da Polícia só ter chegado ao local do crime dias depois, quando a Secretaria de Segurança Pública do estado encarregou uma equipe para investigar o caso. O delegado José Henrique Mesquita trabalha com duas hipóteses: “A primeira é de que alguém está cometendo assaltos na região, e não tem nenhum envolvimento do conflito com os madeireiros. A segunda é de que a morte aconteceu à mando dos madeireiros para amedrontar os indígenas”. 

A primeira linha da investigação, de latrocínio, é a mais difundida pela imprensa local. O histórico de conflitos na região, contudo, corrobora a segunda hipótese. “Esse tipo de ameaça já vinha sendo feita, e o Eusébio era uma das lideranças ameaçadas. É estranho que alguém tenha abordado justamente a motocicleta de uma liderança como ele”, diz o advogado Luiz Antônio Pedrosa, presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA). 

“A gente entende que, a princípio, é um delito relacionado com a situação de conflito local com os madeireiros”, diz o procurador Galtiênio Paulino, do Ministério Público Federal do Maranhão. Ele solicitou que a Polícia Federal investigue o caso, mas a PF respondeu que não deve entrar no caso enquanto as suspeitas de latrocínio não forem descartadas pela Polícia Civil. 

Apesar de não ter ajuda federal, a investigação tem apoio dos próprios indígenas. Primeiros ao chegar ao local do crime, eles acharam um projétil calibre 38 revestido com uma capa de cobre. Pouco comum na região, é similar a outra bala disparada contra os indígenas na semana anterior ao assassinato, dia 19 de abril. Segundo o delegado da Polícia Civil, a coincidência entre os projéteis fortalece a hipótese do assassinato pelos madeireiros.

Um crime anunciado

O histórico de ameaças e os atentados contra os Ka´apor apontam para outro possível elemento do assassinato de Eusébio: a omissão do Estado. Desde 2008, o Ministério Público Federal pede ajuda de instâncias federais para conter este conflito. Seis anos depois, a Justiça Federal determinou que a Funai apresentasse um plano de fiscalização para a terra indígena e a instalação de postos de segurança fixos, o que ainda não aconteceu. 

A Funai afirma que intensificou as operações contra a extração ilegal de madeira na região nos últimos cinco anos e que “orienta os indígenas a não abordarem os invasores diretamente”. Segundo os Ka'apor, porém, as ações de fiscalização pontuais não funcionam porque os madeireiros voltam depois. 

O diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo, reconhece os limites das operações e avalia positivamente ações como as dos Ka’apor. "Eles protegem estas áreas. Por que eu tenho hoje um milhão de metros quadrados [preservados em Terras Indígenas]? Por que o índio está lá. Se ele não estivesse lá, já tinha ido" afirma. Mas essa proteção pode custar a vida dos indígenas. As ameaças contra eles aumentaram a partir de dezembro de 2014, depois que os Ka'apor fecharam o último ramal por onde a madeira era retirada da terra indígena. Foi quando um grupo de madeireiros invadiu e queimou plantações de uma aldeia. "Roubaram as roupas, as galinhas, queimaram os barracos, pisaram nos velhos", conta J. 

Ele relembra a dificuldade para registrar o boletim de ocorrência do episódio. "Os policiais viam os parentes todos enfaixados, cabeça com esparadrapo, ombro machucado, mas ninguém queria fazer B.O. Andamos 200 quilômetros, fomos na delegacia do Encruzo [Governador Nunes Freire], de Centro do Guilherme, de Santa Luzia do Paruá, e só diziam que o delegado não estava, que não tinha escrivão". Em fevereiro, indígenas Ka'apor de diferentes aldeias envolvidas nas operações relataram ter sofrido dois ataques semelhantes ao de Eusébio, mas dizem ter “medo de registrar ocorrência por não confiar nos policiais e medo de serem insultados ou agredidos por parentes dos agressores na cidade", segundo documento entregue pela associação indígena Janderuhã ha Ka’a rehe à Secretaria Estadual de Segurança Pública do Maranhão no início de maio. 

Em dezembro do último ano, os Ka'apor solicitaram à Secretaria Especial de Direitos Humanos, órgão vinculado à Presidência da República, a inclusão de quatro indígenas no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. Esse programa dá escolta a lideranças ameaçadas. A secretaria afirma que recebeu o pedido para três indígenas e que aguarda informações do MPF, Funai, PF e do governo do estado para dar prosseguimento à avaliação do caso.

Fronteira Verde

As árvores dos Ka'apor são tão cobiçadas por que representam o pouco que resta da Amazônia no Maranhão. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pouco mais da metade do que sobrou da floresta no estado está dentro de Terras Indígenas. Até nos mapas do Google é possível ver como a fronteira Ka'apor coincide com a fronteira de desmatamento: o verde da floresta é mais forte dentro do território indígena, enquanto as áreas do entorno estão desmatadas. 

A simples repressão aos madeireiros, porém, não seria suficiente para sanar o conflito, acredita o procurador federal Alexandre Soares. Para ele, a pressão sobre a floresta é agravada pela falta de outro modelo econômico na região, que dê alternativas de renda aos moradores locais. Até mesmo alguns Ka'apor, antes do início das missões, recorriam ao trabalho em serrarias para sobreviver. 

"Foi antes do nosso despertar”, diz J, que carrega uma certa tristeza no rosto ao lembrar dessa parte de seu passado. “Nós, Ka'apor, estávamos perdendo o tradicional, agora está voltando. Estamos recuperando a floresta e recuperando como nós vivíamos antes". 

Após o assassinato, a pressão sobre eles só aumenta. "Ontem [dia 9 de maio], os madeireiros abriram outro ramal próximo ao que tínhamos fechado na missão", relata o indígena A, que avistou diversos caminhões e tratores dentro da terra indígena. Mas lembra que só será possível avaliar a real intensidade da invasão com o fim das chuvas amazônicas e chegada do período seco, em junho. A tensão pode ganhar contornos trágicos se, até lá, os governos federal, estadual e municipal continuarem deixando os Ka'apor sozinhos na defesa da floresta.


Fotos: Ruy Sposati



domingo, 17 de maio de 2015

KUNG LAO GAÚCHO, THCÊ

KUNG LAO GAÚCHO, THCÊ

Se você achava que já havia visto de tudo, você não passou tempo suficiente na internet. E definitivamente deveria parar um pouco para conferir o novo pacote de roupas alternativas (e põe alternativas nisso) reveladas para Mortal Kombat X. Inspiradas no Brasil, elas trazem visões bem diferentes para personagens clássicos da série.
Para começar, tem o Liu Kang da capoeira. Afinal, associar capoeira com nosso país em jogos de luta não é algo inédito. Aí temos outro estereótipo do Brasil: o Johnny Cage boleiro. Com isso, famoso herói de ação de Hollywood ganha uma camisa de futebol verde e amarela com o logo de Mortal Kombat. Tudo bem, já estamos cansados de ver essa associação na cultura popular também.
Mas aí chegamos na mais inesperada das adições: o Kung Lao gaúcho. O ex-monge Shaolin ganhou roupas tradicionais dos pampas, e até um bigode para completar o visual. Olhando por outro lado, não foram incluídas roupas temáticas de carnaval, como se imaginava.
O último update trouxe roupas clássicas da série, que foram inspiradas no primeiro Mortal Kombat. Isso inclui as roupas de Kano, Sonya Blade e Liu Kang de Mortal Kombat 1, e a versão "Klassic" do Reptile. Além disso, ele trouxe a lutadora Tanya, que volta para a série depois de sua ausência no game de 2011, onde fez apenas uma ponta.

POLICIAL MATA UM BANDIDO E FERE OUTRO EM ASSALTO NO CEARÁ

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Policial evita assalto e mata suspeito em Maracanaú

Assalto a posto de combustível localizado na CE-060, próximo a Maracanaú, terminou com um suspeito morto e outro baleado por um policial militar, na madrugada deste sábado. O soldado chegava ao local para abastecer o carro, depois de sair do serviço, quando percebeu a ação criminosa e impediu a dupla de fugir.


Segundo o coronel Andrade Mendonça, relações públicas da Polícia Militar (PM), o soldado envolvido na ocorrência efetuou seis disparos para conter a ação dos assaltantes. Gutemberg de Oliveira Nunes, 22 anos, morreu no local após ser atingido com dois tiros no antebraço esquerdo, um na panturrilha e um no peito. O outro suspeito, Francisco Eduardo dos Santos Souza, 26 anos, foi baleado com dois disparos e levado ao Hospital de Maracanaú.

O policial agiu no momento em que os assaltantes tentavam fugir em uma moto. De acordo com o coronel Andrade, a dupla roubou o dinheiro do posto que estava com frentista. A quantia não foi divulgada. O suspeito baleado não corre risco de morrer, segundo o coronel. Andrade Mendonça não revelou a identidade do policial militar envolvido na ocorrência. (Lucas Mota)

Fonte: O Povo

FEIRA CULTURAL EM PACOTI

FEIRA CULTURAL EM PACOTI

30 de maio na praça central de Pacoti-CE das 16 h à 21 h e 30 min



sábado, 16 de maio de 2015

DESCUBRA PORQUE O CHITA É TÃO VELOZ

http://colunadiamante.blogspot.com.br/2015/05/descubra-porque-o-chita-e-tao-veloz.html DESCUBRA PORQUE O CHITA É TÃO VELOZ
por Roff Smith

[Vídeo] Câmera lenta mostra porque o guepardo é uma máquina de correr

Eles atingem 100 quilômetros por hora em três segundos, são os animais terrestres mais rápidos da Terra, mas não podem fugir do perigo da extinção.

A expectativa deixa eletrizado o grupo. As lentes das câmeras ficam prontas para disparar. Pelo menos 11 vans de safári, repletas de turistas empunhando teleobjetivas, se amontoam em torno de uma solitária acácia no Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia. Durante a última meia hora, Etta, uma fêmea de guepardo, acomodou-se à sombra com seus quatro filhotes, espreitando uma manada de gazelas-de-thomson que apareceu sobre uma colina próxima.

De repente, um dos guias dá um berro, as gazelas fogem correndo e Etta dispara. O felino esguio é rápido demais para ser seguido com o olhar, confundindo-se com a relva como se fosse uma bala. Em meio a uma nuvem de poeira, o drama termina com a captura de uma gazela. Enquanto Etta arrasta a carcaça para junto dos filhotes, estes emergem da mata ansiosos para começar o banquete. As vans se aproximam segundos depois, com os motoristas competindo para estacionar os veículos nas posições mais favoráveis às filmagens de seus clientes.

Os guepardos ocupam um espaço intrigante no imaginário humano. Belos e exóticos, velozes como carros esportivos e dóceis, eles são uma espécie de celebridade do mundo selvagem, paparicados por cineastas e publicitários de todo o mundo. Basta fazer uma pesquisa com os termos “guepardo” e “imagens” em seu computador e centenas de milhares de resultados vão aparecer – fotos de moda, anúncios de carros de luxo e até imagens desses felinos de estimação no banco traseiro de Mercedes conversíveis.

Essa presença forte na cultura popular poderia dar a impressão de que os guepardos estão tão seguros na natureza quanto na imaginação popular. Não é bem assim. Na verdade, eles são poucos e estão ficando cada vez mais raros. Séculos atrás, eram encontrados desde o subcontinente indiano até a costa do mar Vermelho, assim como em boa parte da África. Por mais ligeiros que sejam, contudo, eles não puderam escapar aos longos tentáculos da humanidade. Hoje, o guepardo-asiático, a elegante subespécie que abrilhantava as cortes de soberanos na Índia, na Pérsia e na Arábia, está quase extinto. Na África, a quantidade de guepardos despencou em mais de 90% ao longo do século 20 devido aos agricultores, criadores e pastores, que os expulsaram de seus hábitats e aos caçadores que capturaram filhotes para o lucrativo tráfico de animais exóticos de estimação. No fim das contas, restam agora menos de 10 mil guepardos em liberdade na natureza.

Mesmo nas reservas da África, eles estão submetidos a uma pressão intensa. Esquivos e de constituição delicada – são os únicos grandes felinos incapazes de rugir –, são empurrados para áreas periféricas pelos leões, bem mais poderosos fisicamente. Um exemplo é o parque do Serengeti e a vizinha Reserva Nacional Masai Mara, no Quênia. Em conjunto, as duas áreas abrigam mais de 3 mil leões, mil leopardos e apenas 300 guepardos – que vêm atrás dos leões também no setor do turismo. “Eles despertam o interesse das pessoas que fazem o segundo safári”, diz o guia Eliyahu Eliyahu. “No primeira, elas querem mesmo é ver os leões. O problema disso é que, quando há uma população grande de leões, a gente jamais vai ver muitos guepardos.”

Uma raça diferente

Se os guepardos parecem uma raça à parte, é porque de fato o são. Não só constituem uma espécie distinta dos outros felinos como também pertencem a outro gênero, com apenas um membro: eles mesmos. O nome de seu gênero, Acinonyx, vem das palavras em grego que significam “espinho” e “garra” e se referem à curiosa garra semirretrátil, uma característica que não se encontra em outro felino. À diferença dos leões e dos leopardos, cujas garras retráteis servem para destroçar as presas e escalar árvores, os guepardos possuem garras mais parecidas com as travas nas sapatilhas de um corredor de velocidade e têm a mesma função delas: possibilitar aderência firme e aceleração rápida.

Tudo nele é adaptado para a velocidade – uma arrancada pura, bruta e explosiva. Se colocarmos um guepardo e um Lamborghini lado a lado em uma autoestrada, não é fácil ganhar uma aposta sobre qual tem a arrancada mais rápida. Ambos vão de zero a 100 quilômetros por hora em menos de três segundos, mas o guepardo pode chegar a 70 já nos primeiros passos. Graças à coluna flexível e aos membros longos e esguios, o felino pode avançar em saltos que superam os 7,5 metros. Um atleta de primeira linha que conseguisse saltar essa distância uma única vez, após uma corrida, já poderia considerar a possibilidade de participar dos Jogos Olímpicos. Quando está em sua velocidade máxima, um guepardo dá esses saltos ao ritmo de quatro vezes por segundo.

Na Antiguidade, essa capacidade sobre-humana conferiu aos guepardos uma aura de seres de outro mundo. Há quase 4 mil anos, os egípcios foram os primeiros a domesticá-los como animais de estimação e também a imortalizá-los em imagens gravadas em túmulos e templos. Na Índia, na Pérsia e na Arábia, as corridas de guepardos – ou “leopardos de caça”, como eram conhecidos – tornaram-se um espetáculo popular entre os aristocratas. Nas cortes dos imperadores mongóis, viraram uma espécie de tema artístico, sendo celebrados em pinturas e tapeçarias, no folclore e em poemas. Guepardos de estimação eram adornados com coleiras de joias e tinham lugar de destaque nos cortejos régios.

Até hoje eles são muito apreciados na Arábia Saudita e nos países do golfo Pérsico, onde um filhote chega a valer mais de 10 mil dólares. “Os jovens ricos costumam comprar um guepardo para fazer par com seus carros esportivos”, comenta o biólogo queniano Mordecai Ogada. “Hoje é basicamente uma coisa de novos-ricos.”

Em países como os Emirados Árabes Unidos, os guepardos circulam em um limbo jurídico. “A importação deles é ilegal”, diz Ogada, “mas, uma vez que lá chegam, o comércio é liberado. Os animais contrabandeados são facilmente ‘legalizados’, como se tivessem sido criados em cativeiro. É difícil determinar a origem dos filhotes, a menos que sejam feitas análises genéticas para identificá-los como membros de alguma subespécie endêmica em uma região específica.”

Não é possível avaliar o impacto do tráfico sobre a população remanescente, mas há indícios de que o comércio ilegal de filhotes é um negócio de grande escala. Mesmo uma pesquisa básica na internet revela ofertas de “criadores” em locais como Dubai. No ano passado, vários contrabandistas foram detidos na Tanzânia e no Quênia, e houve rumores de que filhotes estavam sendo vendidos em lugares tão distantes quanto os Camarões. “Desconfio que o problema é bem maior do que se imagina”, diz Yeneneh Teka, o responsável pela Diretoria de Proteção e Desenvolvimento da Fauna Silvestre da Etiópia. “Há muito dinheiro envolvido e, como os traficantes de drogas e armas, os mercadores de animais silvestres contam com redes bem organizadas.”

No ano passado, as autoridades etíopes realizaram operações contra o tráfico de fauna e instituíram um programa de treinamento para guardas e funcionários aduaneiros. Esse empenho maior de fiscalização mostrou-se compensador quando funcionários interceptaram um carregamento de filhotes de guepardo que estavam sendo contrabandeados para a Somália. “Na fronteira, enquanto verificavam os documentos de um caminhão, os guardas ouviram ruídos de algo sendo arranhado em um latão supostamente cheio de gasolina”, conta Teka. “Quando o abriram, toparam com cinco filhotes minúsculos em péssimas condições.” Um dos filhotes morreu. Os outros quatro, após semanas de cuidados veterinários, foram levados para um santuário de fauna silvestre, mantido pela Fundação Born Free e situado uma hora ao norte de Adis Abeba, e lá vão ficar até o fim da vida.

“Esses resgatados nunca serão capazes de viver em condições naturais”, diz Ogada. “Não temos como ensiná-los a reconhecer e evitar predadores como leões e hienas.” Embora alguns felinos tenham sido reintroduzidos com êxito em reservas cercadas na África do Sul, as savanas abertas são um lugar mais perigoso para os guepardos crescerem. “Os órfãos não teriam a menor chance em um lugar como o Serengeti”, conclui Ogada.

Até mesmo para as fêmeas de guepardo é difícil criar sua prole em condições naturais, em que a mortalidade entre os filhotes chega a 95%. Ou seja, é provável que a grande maioria dos filhotes não saia viva das tocas em que nasceram. Eles são mortos por leões e hienas, morrem por exposição ao clima ou acabam sendo abandonados pelas mães, que não conseguem ser caçadoras hábeis o suficiente para alimentá-los. Na realidade, muitas fêmeas de guepardo passam a vida toda sem criar um único filhote do nascimento à maturidade.

Mãezona guepardo

Todavia há algumas e raras mães que, de um modo ou de outro, conseguem superar os obstáculos e ter um surpreendente sucesso na criação dos próprios filhotes e até mesmo se encarregam da prole de outras fêmeas. Excelentes caçadoras e exímias conhecedoras do ambiente em que vivem, essas supermães acabam abatendo um animal quase todo dia, ao mesmo tempo que asseguram a proteção da prole no ambiente aberto da savana africana, bem debaixo do focinho de leões e hienas. Sabe-se que uma dessas supermães, uma fêmea de 7 anos batizada de Eleanor, deu à luz e criou pelo menos 10% de todos os guepardos adultos na região sul do Serengeti.

“Não conheço nenhum outro carnívoro cuja sobrevivência da espécie dependa tanto do sucesso de tão poucas fêmeas”, diz Sarah Durant, da Sociedade Zoológica de Londres. Sarah é a diretora do Projeto Guepardo do Serengeti, uma das mais longas pesquisas sobre carnívoros já realizadas. Agora em seu 38o ano, o projeto documentou as vidas e as linhagens maternas de gerações de guepardos do Serengeti. É um trabalho esfalfante em meio ao calor e à poeira, exigindo horas de deslocamentos pela savana em castigados jipes atrás dos felinos, os mais esquivos da África. Foi a laboriosa pesquisa de Sarah que deixou evidente o papel crucial das supermães.

Embora hoje as linhagens maternas da população de guepardos do Serengeti sejam bem conhecidas, a situação é outra quando se trata de dados sobre a paternidade. A bióloga Helen O’Neill espera em seu Land Rover perto do local onde três guepardos irmãos – Mocha, Latte e Espresso, conhecidos como os Garotos Café – estão escarrapachados à sombra de uma árvore balanites. A tarefa de Helen é conhecida como “cata caca”, ou seja, a coleta de excrementos de guepardos específicos e identificados. Com base neles, os cientistas da Sociedade Zoológica conseguem extrair amostras de DNA na expectativa de preencher os ramos paternos das árvores genealógicas dos guepardos do Serengeti.

Conclusões provisórias sugerem que as fêmeas de guepardo são muito mais promíscuas do que se pensava: em até metade de suas ninhadas, os filhotes têm pais diferentes. “Achamos que esse tipo de acasalamento múltiplo talvez seja benéfico, em termos genéticos, no contexto de um ambiente incerto”, diz Sarah. “Seria como um tipo de aposta múltipla, por parte das mães, a fim de aumentar a chance de sobrevivência dos filhotes.”

bem longe das pradarias ensolaradas do Serengeti, em um final de tarde frio e límpido no inverno, um solitário guepardo macho segue por uma crista montanhosa salpicada de neve. Após uma pausa para marcar com seu odor uma árvore, ele some do campo de visão de uma câmera automática de vídeo que gravava sua passagem.

Esse dispositivo camuflado é uma das 80 câmeras automáticas instaladas em vários pontos do Dasht-e Kavir, uma remota região no planalto central do Irã, com o objetivo de obter um vislumbre de um dos mais raros e esquivos dos grandes felinos: o guepardo-asiático. “É como um sonho que se realiza quando conseguimos algo assim”, comenta o biólogo iraniano Houman Jowkar a respeito da sequência de imagens, que dura apenas 27 segundos. Jowkar participa do Projeto de Conservação do Guepardo-Asiático, iniciado em 2001 pelo Departamento do Meio Ambiente do Irã na tentativa de impedir a extinção da população remanescente desses guepardos. “Temos guardas florestais que viveram e trabalharam nessas montanhas durante anos e nunca viram um guepardo vivo”, diz Jowkar.

O programa de câmeras automáticas ajudou os cientistas iranianos a estimar a quantidade de guepardos que restam e os locais onde vivem – informações cruciais para articular uma estratégia de conservação. “Temos sorte de que esses felinos são malhados”, conta Jowkar. “Com base nos inconfundíveis padrões de manchas, podemos identificá-los um a um e, então, estimar a população e a distribuição dos animais.”

Mesmo assim, não vai ser fácil salvar o guepardo-asiático. Sua derrocada remonta ao apogeu do Império Mogul, quando as caçadas com felinos se tornaram populares. Conta-se que um imperador mogul chegou a ter mais de 9 mil guepardos durante os 49 anos de seu reinado.

De lá para cá, o contraste é assombroso. Nos dez anos em que foram instaladas dezenas de câmeras, os pesquisadores iranianos só obtiveram até agora 192 imagens fugazes. Elas registram 76 espécimes macilentos, quase tudo o que resta de uma nobre subespécie do guepardo que antes palmilhava quase toda a Ásia. Esses raros sobreviventes se mantêm a duras penas. Perseguindo antílopes e ovelhas em íngremes encostas rochosas, eles competem com lobos e até com seres humanos, para quem suas presas são também uma bem-vinda fonte de nutrição.

“Eles estão vivendo no fio da navalha, no limiar do que é ecologicamente possível”, comenta Luke Hunter, presidente da Panthera, um grupo internacional dedicado aos grandes felinos, e participante do projeto iraniano de conservação dos guepardos. “O mais intrigante, porém, é que esses guepardos não foram empurrados para essas montanhas agora. Estão ali há milhares de anos. As pessoas não se dão conta de quão resistentes e versáteis são esses animais.”

Quanto a isso, não resta dúvida. Apesar de sua vulnerabilidade, os guepardos são um dos mais robustos e espertos sobreviventes no planeta, suportando tanto os rigorosos invernos na estepe iraniana quanto o calor abrasador nos uédis saarianos. “Não são velozes apenas”, diz o biólogo argelino Farid Belbachir, que vem instalando câmeras automáticas nos montes Ahaggar, na Argélia, na expectativa de captar imagens do guepardo-saariano, também ameaçado de extinção. “Eles entendem o terreno e descobriram como aproveitar os trechos estreitos dos uédis para lançar seus ataques, restringindo as possibilidades de fuga das presas.”

Caça sem riscos

De volta ao parque do Serengeti, estamos no meio da tarde, com um gosto quente de poeira no ar e nuvens ameaçadoras de chuva no horizonte. Há uma hora e pouco, Etta vem se aproximando de um macho de gazela e está a cerca de 40 metros do animal. “É cedo para dizer se Etta vai virar uma supermãe”, diz Sarah Durant. “É sua primeira ninhada. Mas o fato de os quatro filhotes já terem saído da toca e até agora estarem bem cuidados é um sinal encorajador.”

O macho de gazela é corpulento e saudável. Tem muita carne. Etta avança mais alguns passos rápidos e furtivos e aí se agacha e espera, dando a impressão de um corredor na posição de largada, concentrado e pronto para disparar. Um minuto tenso se arrasta, e depois outro. Então, de repente, sem nenhum motivo evidente, Etta se levanta e se afasta com calma. Algo não lhe parecia certo – um bafo de hiena na brisa ou talvez o odor de leões. Seja o que for, para essa mãe de quatro filhotes pequenos, sozinha no Serengeti, a gazela gorda não vale o risco. Ela chama os filhotes para que a sigam, e juntos saem trotando em meio à luz violeta do final de tarde.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

CRIANÇAS QUE TÊM AULAS DE MÚSICA AMPLIAM FUNÇÕES COGNITIVAS PARA SEMPRE












CRIANÇAS QUE TÊM AULAS DE MÚSICA AMPLIAM FUNÇÕES COGNITIVAS PARA SEMPRE

Crianças que têm aulas de música ampliam funções cognitivas para sempre

Estudo mostra de que forma as lições com instrumentos moldam cérebro dos mais jovens
POR RENATO GRANDELLE

Jovem da Favela da Maré, no Rio, toca violino: música amplia funções cognitivas - Laura Marques

RIO - Uma das características típicas dos seres humanos — dentre aquelas que nos diferenciam dos demais animais — é a nossa capacidade praticamente única na natureza de criar, tocar e apreciar música. Dos esquimós, no Ártico, passando por habitantes dos desertos africanos, até tribos indígenas no meio da floresta Amazônica, homens são capazes de compor, tocar, cantar e dançar (bem, quase todos, pelo menos). Mas, como costuma dizer o neurocientista Oliver Sacks (autor de “Alucinações musicais”), a música não é apenas uma forma pela qual nos conectamos e criamos laços. Ela, literalmente, molda os nossos cérebros. Um novo estudo divulgado ontem não só reforça a máxima de Sacks como constata que a música é também capaz de aprimorar as nossas funções cognitivas.

De acordo com o novo trabalho, crianças que recebem aulas de música regularmente ampliam suas capacidades cerebrais pelo resto de sua vida adulta. A pesquisa publicada na “PLOS One” mostrou que crianças que recebem aulas particulares de música por pelo menos dois anos revelam maior atividade cerebral nas áreas associadas às suas funções executivas — ou seja, os processos cognitivos que permitem aos seres humanos processar e reter informações, resolver problemas e regular comportamentos.

— Como o funcionamento executivo do cérebro é um forte indicador das conquistas acadêmicas que as pessoas podem vir a ter (mais ainda que o tradicional QI), acreditamos que nossas descobertas têm implicações educacionais importantes — afirmou a principal autora do estudo, Nadine Gaab, do Laboratório de Neurociência Cognitiva do Hospital Infantil de Boston (EUA). — Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando mais tempo e dinheiro em testes preparatórios, nossas descobertas sugerem que o aprendizado musical pode, de fato, ajudar as crianças a alcançarem metas acadêmicas mais ambiciosas.

Atividade cerebral cresce

O novo estudo comparou 15 crianças de 9 a 12 anos que tinham aula de música a um grupo de 12, da mesma idade, sem nenhum treinamento. Além disso, foram estudados dois grupos de adultos, divididos entre músicos e não músicos. Os pesquisadores observaram diversos fatores demográficos, como educação, status profissional e QI e descobriram que as funções cognitivas (medidas por uma bateria de testes) e a atividade cerebral (registrada por meio de imagens de ressonância magnética funcional) eram melhores tanto em adultos quanto em crianças que tocavam algum instrumento.

— O estudo dos efeitos da música no cérebro já tem mais de dez anos, mas poucos grupos se dedicam a ele — constata o neurocientista Jorge Moll, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, no Rio de Janeiro. — É difícil saber por que os padrões sonoros são tão engajantes, já que não dependemos da música para sobreviver. Mas há várias evidências de que a música modula fortemente o aprendizado, estimulando a capacidade cognitiva e a relação interpessoal. A percepção de um ritmo influencia o sistema de atenção, induz ao movimento e otimiza o metabolismo e a performance física.

A explicação, segundo Oliver Sacks, um dos maiores especialistas mundiais no tema, está no fato de a música ser uma linguagem tão poderosa quanto a da comunicação verbal: “A atividade musical envolve várias funções do cérebro (emocional, motora e cognitiva), muito mais do que as que usamos para o outro grande feito humano, a linguagem. Por isso, a música é uma forma tão eficaz de nos lembrarmos e de aprender. Não é por acaso que ensinamos às crianças pequenas com rimas e músicas.”

A mesma percepção tem a professora e doutora em Educação Andrea Ramal, autora de diversos livros sobre aprendizado.

— Aulas de música ajudam no aprendizado da criança ao longo da vida por diversas razões. Tanto assim que a música se tornou disciplina obrigatória nas escolas — constatou Andrea. — Além disso, a participação num conjunto musical desenvolve a disciplina na criança, a capacidade de trabalhar em grupo e outras competências que serão necessárias até no mercado de trabalho. Também trabalha habilidades motoras e aumenta a concentração, que é essencial para o aprendizado.

Mais música, menos erros

O novo trabalho vem se somar a um grupo cada vez maior de estudos que revelam a importante relação entre música e cérebro. Uma pesquisa divulgada em novembro do ano passado, por exemplo, revelara que os adultos que tocaram instrumentos quando eram crianças (mas não tocavam há décadas) tinha respostas cerebrais mais ágeis. Outro estudo, de setembro de 2013, mostrou que indivíduos que sabiam tocar um instrumento também eram capazes de detectar erros de forma mais rápida e acurada do que os não músicos.

Um dos mais importantes trabalhos sobre o tema foi publicado também na “PLoS ONE”, em fevereiro de 2008. Nele, cientistas da Johns Hopkins revelaram que, quando músicos de jazz tocam de improviso (uma característica frequente desse tipo de música), seus cérebros “desligam” áreas ligadas à autocensura e à inibição e ativam aquelas que deixam fluir a autoexpressão. Ou seja, ao desligarem a inibição, eles davam espaço à criatividade e acabavam conseguindo tocar uma música inédita.

Por todas essas características, especialistas acreditam que a música possa servir também como mecanismo terapêutico. Como cita o próprio Oliver Sacks, “a música penetra tão profundamente em nosso sistema nervoso que, mesmo em pessoas que sofrem de devastadoras doenças neurológicas, ela é, comumente, a última coisa que perdem.”

— Nossos resultados têm implicações também para crianças e adultos que lutam com problemas nessas funções do cérebro, como hiperatividade ou demência — afirmou Nadine. — Novos estudos determinarão se a música pode ser usada como ferramenta de intervenção terapêutica.

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

JAPÃO RECONHECE OFICIALMENTE O DIA DO GOKU

JAPÃO RECONHECE OFICIALMENTE O DIA DO GOKU
Japão reconhece oficialmente "Dia do Goku"


Dia do Goku
(Foto: reprodução)

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A Japan Anniversary Association (associação de datas comemorativas do Japão) reconheceu o dia 9 de maio como "Dia do Goku" após soliciatação da Toei, distribuidora do desenho. A escolha se deve a uma coincidência com a pronúncia japonesa dos números 5 ("go") e 9 ("ku").

A divulgação aconteceu no sábado, quando a atriz que fez a voz de Goku, Masako Nozawa, compareceu a uma sessão do filme recém-lançado no Japão Dragon Ball Z: Ressurection 'F'. A atriz, que também interpretou Gohan e Goten na série, recebeu no evento um buquê com 59 cravos em homenagem ao dia das mães.

Além do dia do Goku, a Japan Anniversary Association reconhece também o dia de Star Wars (4 de maio), o dia do Exterminador do Futuro em 25 de maio, dia da Salada Caesar em 4 de julho e dia do Queen (a banda de rock) em 17 de abril.
http://olhardigital.uol.com.br/noticia/japao-reconhece-oficialmente-dia-do-goku/48473

terça-feira, 12 de maio de 2015

RIO: POLICIAMENTO SEGUE REFORÇADO EM MORROS DO CATUMBI E SANTA TEREZA

RIO: POLICIAMENTO SEGUE REFORÇADO EM MORROS DO CATUMBI E SANTA TEREZA

Policiamento segue reforçado em morros do Catumbi e Santa Teresa

No fim de semana, 6 pessoas morreram e 5 ficaram feridas em confrontos.

Segundo a polícia, traficantes rivais tentaram invadir o Morro da Coroa.

Do G1 Rio


O policiamento segue reforçado nesta terça-feira (12) na região entre o Catumbi, na Zona Norte, e Santa Teresa, no Centro, onde uma guerra entre traficantes deixou seis mortos e cinco feridos no fim de semana. A polícia ainda ocupa as comunidades pacificadas do Morro do Fallet, da Mineira e da Coroa.

Policiais militares fazem buscas para encontrar e prender traficantes. Eles também distribuíram panfletos aos moradores para que eles possam ajudar e denunciar os criminosos.

No último sábado (9), houve uma tentativa de invasão criminosa ao Morro da Coroa. Neste dia quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas no confronto entre os suspeitos. No domingo (10), em outro confronto entre policiais e traficantes, mais duas pessoas foram encontradas mortas na comunidade.

O secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que a polícia está conseguindo antecipar os ataques criminosos, mas admitiu que no último fim de semana não foi possível. "Nós temos antecipado muitas ações, assim como antecipamos na Mangueira, há uns meses. Temos antecipado muita coisa no Lins, na Covanca, Camarista Meier, mas desse último fim de semana, infelizmente, não conseguimos antecipar. Essas que a gente não consegue antecipação são as que aparecem. Mas com essa em relação ao fim de semana, essa ação liderada pelo Fu da Mineira, nós não conseguimos antecipar", afirmou.

Apesar dessa escalada de violência, o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou na segunda-feira (11), uma comparação feita entre os anos de 2008 e 2014. Ele aponta que diminuiu alguns índices de criminalidade em áreas onde existem Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Entre eles, o de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/05/policiamento-segue-reforcado-em-morros-do-catumbi-e-santa-teresa.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=rjtv