Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

ARNON AFONSO DE FARIAS MELO, PAI DE COLLOR, FOI O PRIMEIRO SENADOR REALMENTE A SER PRESO EM EXERCÍCIO NO BRASIL POR ASSASSINAR OUTRO SENADOR, MAS FOI ABSOLVIDO

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ARNON AFONSO DE FARIAS MELO, PAI DE COLLOR,  FOI O PRIMEIRO SENADOR REALMENTE A SER PRESO EM EXERCÍCIO NO BRASIL POR ASSASSINAR OUTRO SENADOR, MAS FOI ABSOLVIDO

Arnon Afonso de Farias Melo

Assassinato no Congresso

Em 4 de dezembro de 1963 disparou três tiros contra o senador Silvestre Péricles, seu inimigo político, dentro do Senado Federal.[2] O senador Péricles estava na tribuna, a cinco metros de distância, e não foi atingido; Arnon de Melo acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, que morreu em seu último dia de trabalho. Apesar do assassinato, e ainda que tenha sido dentro do Senado Federal, na presença de inúmeras autoridades, Arnon de Melo não teve seu mandato cassado nem qualquer punição imposta pela Mesa.

Logo após o tiroteio ambos Senadores foram presos em flagrante, porém, mesmo com o homicídio e as testemunhas, ficaram presos pouco tempo e foram inocentados pelo Tribunal do Júri de Brasília.

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Arnon Afonso de Farias Melo (Rio Largo, 19 de setembro de 1911 — Maceió, 29 de setembro de 1983) foi um jornalista, advogado, político e empresário brasileiro , pai de Fernando Collor de Mello, ex-presidente do Brasil, e de Pedro Collor de Mello.

Filho do senhor de engenho Manuel Afonso de Melo e de Lúcia de Farias Melo.1 Estudou em Maceió até mudar-se para o Rio de Janeiro em 1930 onde trabalhou como jornalista em A Vanguarda, jornal fechado pela Revolução de 1930. Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1933, trabalhou no Diário de Notícias e nos Diários Associados antes da graduação e após esta trabalhou na Associação Comercial do Rio de Janeiro e também no Diário Carioca e em O Jornal. Em 1936 assumiu a direção da Gazeta de Alagoas e foi membro do conselho diretor da Associação Brasileira de Imprensa.

Em 4 de dezembro de 1963 disparou três tiros contra o senador Silvestre Péricles, seu inimigo político, dentro do Senado Federal. O senador Péricles estava na tribuna, a cinco metros de distância, e não foi atingido; Arnon de Melo acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, que morreu em seu último dia de trabalho. Apesar do assassinato, e ainda que tenha sido dentro do Senado Federal, na presença de inúmeras autoridades, Arnon de Melo não teve seu mandato cassado nem qualquer punição imposta pela Mesa.


O pai de Fernando Collor em 4 de dezembro de 1963 protagonizou episódio tragicamente escandaloso, quando disparou três tiros contra o senador Silvestre Péricles, seu inimigo político, dentro do Senado Federal. O senador Péricles estava na tribuna, a cinco metros de distância, e não foi atingido; Arnon de Mello acertou erroneamente um tiro no peito do senador José Kairala, do Acre, que morreu em seu último dia de trabalho. Apesar do assassinato, e ainda que tenha sido dentro do Senado Federal, na presença flagrante de inúmeras autoridades, Arnon de Mello não teve seu mandato cassado nem qualquer punição imposta pela Mesa, devido à imunidade parlamentar.

Faleceu na condição de senador, em 1983.

Kairala
Câmara
ASSASSINO
ASSASSINO e família
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Pai de Collor, Arnon de Mello, matou a tiros, no Senado, José Kairalla

No dia 4 de dezembro de 1963, o então senador Arnon de Mello (PDC-AL), pai do futuro presidente Fernando Collor de Mello, disparou contra o seu inimigo político, o senador Silvestre Péricles (PTB-AL), dentro da Câmara. O projétil atingiu outro senador, José Kairala (PSD-AC), que morreu horas depois no hospital. Era o último dia de trabalho de Kairala. Arnon não sofreu nenhuma punição pelo assassinato.

Arnon nasceu em 19 de setembro de 1911, em Alagoas. Arnon estudou em Maceió até os 19 anos de idade, quando mudou-se para o Rio de Janeiro e se tornou jornalista do jornal A Vanguarda, fechado em 1930. Formou-se em direito pela UFRJ no ano de 1933. Seguiu exercendo a profissão de jornalista, trabalhando no Diário de Notícias, Diário Carioca e em O Jornal.

Ao fim do Estado Novo, em 1945, iniciou sua carreira política. Entrou para o UDN e foi eleito suplente de deputado federal naquele ano. Pelo mesmo partido, foi eleito Governador de Alagoas em 1950, onde cumpriu o mandato de cinco anos. Em 1962 foi eleito senador por Alagoas.

No ano seguinte, teve rixa política com o senador Silvestre Péricles, que prometeu matá-lo. Foi armado para o plenário da câmara e, após provocar Péricles, reagiu a tentativa de agressão do deputado disparando sua arma contra ele. O adversário conseguiu se abaixar e outro senador, José Kairala, foi atingido e faleceu horas depois no hospital.

Foi reeleito em 1970 por votação direta. Faleceu em 1983, filiado ao PDS e cumprindo mandato de senador de Alagoas.
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É possível que muitos jovens não saibam, mas o plenário do Congresso Nacional já foi palco de um assassinato, em 1963. Tanto vítima como assassino eram senadores da República. Na época, a Carta Magna também previa que os parlamentares decidissem entre a manutenção e o relaxamento da prisão

Registros do assassinato no Congresso em 1963 (Arquivo/Pragmatismo Político)

O caso, que ocorreu em dezembro de 1963, causou a morte do senador José Kairala, após ser baleado no abdome. O tiro foi disparado pelo também senador Arnon de Mello (pai de Fernando Collor de Mello), que queria matar o colega de bancada Silvestre Péricles

A prisão do parlamentar Delcídio do Amaral (PT) não foi o primeiro caso de um senador a ser preso em pleno exercício do mandato.

Na década de 1960, o fogo cruzado, literalmente, entre os parlamentares causou a primeira prisão de um senador da república, mais especificamente de dois congressistas.

A fatalidade, que ocorreu durante uma sessão no Senado Federal em dezembro de 1963, foi o final de uma longa disputa política e pessoal entre dois dos principais membros daquela Legislatura.

Se os responsáveis pela briga não se feriram, um inocente acabou sendo morto dentro do Plenário do Congresso. A antiga rixa envolvia os senadores Arnon de Mello (pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello) e Silvestre Péricles, ambos representantes do estado de Alagoas.

A confusão generalizada começou muito antes do assassinato do inocente senador José Kairala, do Acre, que acabou baleado durante a tentativa de evitar um tiroteio entre ambos, dentro do Congresso.

A rixa entre Péricles e Arnon existia desde a época em que eram lideranças regionais de Alagoas e se estendeu por anos, mas o auge da disputa foi quando o senador Péricles ameaçou durante um discurso matar seu rival. Desde então, o pai do atual senador Collor passou a usar uma ‘Smith Wesson 38’ em sua cintura. O enredo para a tragédia estava escrito.

No dia 4 de dezembro de 1963, o pai de Collor era o primeiro orador inscrito e abriu os trabalhos mostrando a que veio. Com a tradicional pompa parlamentar, anunciou: “Senhor presidente, com a permissão de Vossa Excelência, falarei de frente para o senador Silvestre Péricles de Góes Monteiro, que me ameaçou de morte”.

A frase foi suficiente para levar Péricles, que conversava com um colega no fundo do plenário, a apressar-se em direção à tribuna. De dedo em riste, gritou: “Crápula!”.

Numa cena ao melhor estilo filme de velho-oeste, ambos os parlamentares sacaram seus revolveres e o tiroteio começou.

Na tentativa de evitar uma tragédia, os senadores Kairala e João Agripino (tio do atual senador José Agripino, do DEM) se engalfinharam no chão com Péricles para lhe tirar a arma das mãos. Neste momento, Arnon disparou duas vezes contra o rival e acabou atingindo acidentalmente em Kairala. Baleado no abdome, o parlamentar foi levado em estado grave ao Hospital Distrital de Brasília, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu depois de quatro horas.

Após a tragédia, os senadores responsáveis pelo tiroteio foram presos em flagrante e assim como na atual Constituição, a Carta Magna da época também previa que a prisão de parlamentares fosse submetida ao voto de seus pares para ser aprovada ou não. Sob pressão popular, o Senado aprovou por 44 votos a favor e 4 contra a prisão em flagrante de Silvestre Péricles e Arnon de Mello.

Após um curto período de tempo no cárcere, ambos ganharam a liberdade. Cinco meses após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e inocentou os dois parlamentares. Numa curiosa matéria divulgada naquela época pela imprensa do Distrito Federal foi citado que durante o período em que Silvestre Péricles esteve preso, ele não se separava de “seu 38, cano longo de cabo madrepérola”, causando constrangimento aos guardas que faziam a segurança do presídio.

O GLOBO

Amigo e sócio de Roberto Marinho, Arnon seria retratado como vítima no jornal do dia seguinte. Discorre o editorial, na primeira página:

“A democracia, apesar de ser o melhor dos regimes políticos, dá margem, quando o eleitorado se deixa enganar ou não é bastante esclarecido, a que o povo de um só estado – como é o caso – coloque na mesma casa legislativa um primário violento, como o Sr. Silvestre Péricles, e um intelectual, como o Sr. Arnon de Mello, reunindo-os no mesmo triste episódio, embora sejam eles tão diferentes pelo temperamento, pela cultura e pela educação”.

Arnon de Mello foi reeleito em 1970 por votação direta. Faleceu em 1983 cumprindo mandato de senador de Alagoas.
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Senador e pai de Collor foi primeiro preso

O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), não é o primeiro membro do Senado Federal a ser preso. Segundo pesquisa do UOL, em 1963, o então senador, Arnon de Mello, pai do senador Fernando Collor de Mello, acabou assassinando um colega de bancada, senador José Kairala. Arnon de Mello queria matar o também colega de bancada, Silvestre Péricles e a bala disparada por seu revólver acabou atingindo Kairala. Foi preso em pleno exercício do mandato.

PEDRO RIBEIRO

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.

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