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Coluna Diamante

Extensão do Jornal Delfos-CE: http://jornaldelfos.blogspot.com.br/
O nome Diamante é por conta do primeiro livro impresso no mundo, o Diamante-Sutra, sem o qual não existiria a impressão como a conhecemos hoje em dia.

terça-feira, 29 de abril de 2014

COLLOR ABSOLVIDO

COLLOR ABSOLVIDO

Agora a cara pintada
Só se for de palhaço
Absolveram Collor
Enfim, para que serve a lei?

No Brasil nada anda direito
A direita sempre ganha com barganhas diretas
Sente-se à direita do Superior Tribunal
Que as eleições estão aí

Pátria de risos que vai mal
Governada pelos irmãos-metralha
Toda tralha entra no poder
Digam-me, para eu saber

 Agora tudo é fuzuê?
Já é hora do baile e das máscaras de carnaval?

Ateu Poeta

29/04/2014

domingo, 6 de abril de 2014

GLOBO E ESTADOS UNIDOS NA DITADURA MILITAR


"Nos EUA, a confirmação da mão de Roberto Marinho nos bastidores da ditadura"

por Helena Sthephanowitz publicado 05/04/2014 15:25, última modificação 05/04/2014 15:27

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/04/eua-confirma-acao-de-roberto-marinho-nos-bastidores-da-ditadura-3931.html 

"No dia 14 de agosto do 1965, ano seguinte ao golpe, o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, enviou a seus superiores um telegrama então classificado como altamente confidencial – agora já aberto a consulta pública. A correspondência narra encontro mantido na embaixada entre Gordon e Roberto Marinho, o então dono das Organizações Globo. A conversa era sobre a sucessão golpista.

Segundo relato do embaixador, Marinho estava “trabalhando silenciosamente” junto a um grupo composto, entre outras lideranças, pelo general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar; o general Golbery do Couto e Silva, chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI); Luis Vianna, chefe da Casa Civil, pela prorrogação ou renovação do mandato do ditador Castelo Branco.



    No início de julho de 1965, a pedido do grupo, Roberto Marinho teve um encontro com Castelo para persuadi-lo a prorrogar ou renovar o mandato. O general mostrou-se resistente à ideia, de acordo com Gordon.
    No encontro, o dono da Globo também sondou a disposição de trazer o então embaixador em Washington, Juracy Magalhães, para ser ministro da Justiça. Castelo, aceitou a  indicação, que acabou acontecendo depois das eleições para governador em outubro. O objetivo era ter Magalhães por perto como alternativa a suceder o ditador, e para endurecer o regime, já que o ministro Milton Campos era considerado dócil demais para a pasta, como descreve o telegrama. De fato, Magalhães foi para a Justiça, apertou a censura aos meios de comunicação e pediu a cabeça de jornalistas de esquerda aos donos de jornais.

    No dia 31 de julho do mesmo ano houve um novo encontro. Roberto Marinho explica que, se Castelo Branco restaurasse eleições diretas para sua sucessão, os políticos com mais chances seriam os da oposição. E novamente age para persuadir o general-presidente a prorrogar seu mandato ou reeleger-se sem o risco do voto direto. Marinho disse ter saído satisfeito do encontro, pois o ditador foi mais receptivo. Na conversa, o dono da Globo também disse que o grupo que frequentava defendia um emenda constitucional para permitir a reeleição de Castelo com voto indireto, já que a composição do Congresso não oferecia riscos. Debateu também as pretensões do general Costa e Silva à sucessão.

    Lincoln Gordon escreveu ainda ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre o interlocutor tanto do embaixador quanto do general: Roberto Marinho."

    Telegrama 1

    Telegrama 2

    Telegrama 3

    "O histórico de apoio das Organizações Globo à ditadura não dá margens para surpresas. A diferença, agora, é confirmação documental."

    DIREITA E ESQUERDA

    DIREITA E ESQUERDA

    Há um imenso ódio e medo da direita quando assume o poder um partido de esquerda, mas assim como o corpo humano não foi feito com apenas um lado, assim também não pode ser um país.

    É preciso para um real progresso, e que não seja apenas uma frase positivista na nossa bandeira, que se suceda várias vezes da direita para a esquerda e vice-versa porque ambas são importantes, assim como o centro também merece o seu valor não só como coadjuvante mas várias vezes determinando quem vence.

    Assim como uma nação não se faz sem povo também não se faz sem comércio, empresas privadas e estatais, cada um com seus próprios direitos, deveres e ideais socioculturais.

    É importante que exista uma direita, uma esquerda, um centro e mais do que isso; é vital que nenhuma parte desse tripé fique no poder eternamente ou as outras partes ficarão esquecidas e só se favorecerá um dos lados, o que não seria bom em um contexto geral.

    Agora, erros crassos da História não devem ser repetidos e muito menos defendidos como a ocupação do poder pelas forças armadas à força como no golpe militar. É um grande mito isso que dizem de não existir corrupção naquela época, apenas a imprensa que não podia veicular; o que é muito diferente. É tanto que os arquivos continuaram fechados de lá pra cá.

    Ditadura nunca será a solução para nada. Já vimos várias na História. Um banho de sangue sem fim. Ditadura nunca mais!

    Ateu Poeta (Aroldo Historiador)

    06/04/2014